Psicologia Financeira  ·  Gisele Fragoso
Mentalidade & Dinheiro

Psicologia
Financeira

A maneira como pensamos o nosso dinheiro é resultado do ambiente em que estamos, das memórias que construímos, das experiências que vivemos.

Gênio é o homem capaz de tomar uma atitude mediana quando todos a sua volta não têm ideia do que fazer.

Napoleão

O sucesso financeiro tem menos a ver com a sua inteligência e muito mais a ver com o seu comportamento.

O oposto também é verdade. Pessoas comuns sem nenhuma educação financeira são capazes de conquistar riqueza desde que tenham meia dúzia de habilidades comportamentais.

As habilidades pessoais são mais importantes do que o lado técnico do capital.

Por outro lado, como você desenvolve o lado técnico?

A educação financeira é ensinada, em grande parte, como um campo puramente matemático: você preenche os dados em uma fórmula, essa fórmula lhe diz o que fazer, e presume-se que você simplesmente vai seguir a sugestão dela.

Saber o que precisa ser feito não tem relação alguma com o que acontece dentro da sua cabeça quando você tenta fazer a coisa em si.

A forma como eu me comporto pode fazer sentido pra mim, mas também pode parecer loucura para você.

Toda decisão financeira que uma pessoa toma é fruto da informação que ela tem à disposição no momento, associada ao seu modelo mental único sobre a forma como o mundo funciona.

Cada decisão financeira que uma pessoa toma faz sentido pra ela naquele momento e está de acordo com os parâmetros que ela própria determina.

Nada é tão bom
nem tão ruim quanto parece.

Comportamentos Financeiros

Toda história de sucesso ou fracasso financeiro tem sorte e risco escondidos dentro dela.

Antes de copiar a estratégia de alguém ou se culpar por um resultado ruim, pergunte: quanto disso foi decisão, e quanto foi circunstância?

A comparação social empurra a régua do suficiente pra sempre um passo à frente.

Não existe meta financeira que resista à pergunta "e se eu tivesse mais?". A única saída é decidir, por conta própria, onde a régua para.

A melhor estratégia financeira não é a mais racional. É a que você consegue manter dormindo à noite.

Uma decisão perfeita no papel que você abandona no primeiro susto vale menos do que uma decisão razoável que você sustenta por vinte anos.

Poupar dinheiro não depende da sua renda. Depende da distância entre o seu ego e o seu salário.

É por isso que gente que ganha muito quebra, e gente que ganha pouco constroi patrimônio: a conta não fecha pelo quanto entra, fecha pelo quanto se permite gastar.

Planejar para o imprevisto tira a decisão financeira do modo pânico.

Uma margem de segurança não existe pra você acertar todas as previsões. Existe pra você sobreviver as vezes que vai errar.

A pessoa que fez esse plano de 10 anos não é a mesma que vai vivê-lo.

Subestimamos o quanto vamos mudar. Metas financeiras rígidas demais viram uma prisão construída por uma versão sua que já não existe mais.

O maior retorno que o dinheiro paga é o controle sobre o seu próprio tempo.

Não é o carro, nem a casa, nem o número na conta. É poder acordar e decidir o que fazer com o seu dia.

Para sua reflexão

Qual comportamento financeiro você herdou
e nunca questionou?